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CENTRO ADMINISTRATIVO DE BELO HORIZONTE

PROJETO NOVA SEDE DO CENTRO ADMINISTRATIVO DO MUNÍCIPIO . 2014 . BELO HORIZONTE/MG

 

Projeto Arquitetônico

103.000,00 m2

Arquiteto Consultor:

Reginaldo Reinert

 

Arquitetos Responsáveis:

Augusto Pimentel Pereira

Ingrid Okraska Zimermann

Marcio Dambroski Buzzo

 

Colaboradores:

Renan Pergher

Débora Faria

Mariana Mayumi

Frederico Huckembeck Neto

Desiree Dias

 

 

Consultor de Estruturas:

Eduardo Seixas - Elemento Engenharia

 

 

O PROJETO

DOWNLOAD DO PROJETO

O desafio lançado: proposição de um complexo de aproximadamente 100.000m² que assuma, não apenas, as funções administrativas do município de Belo Horizonte, mas também reorganize a qualificação do espaço em que se insere em termos qualitativos e urbanísticos – visando viabilizar a integração intermodal dos projetos de infraestrutura previstos para o local, integrar e requalificar espaços degradados e reforçar o eixo monumental da Avenida Afonso Pena. 

 

Do ponto de vista urbanístico, o terreno está localizado entre duas regiões muito distintas: a Belo Horizonte projetada - representada pelo eixo monumental da Avenida Afonso Pena e pela Praça Rio Branco – e a Belo Horizonte espontânea – representada pelo bairro Lagoinha e pela Praça do Peixe. Obstáculos representativos como o rio Ribeirão Arrudas, linhas de trem metropolitano, grandes avenidas e viadutos separam as duas regiões, obstáculos estes considerados responsáveis pelo desaparecimento da vida boêmia do bairro Lagoinha, e sua consequente degradação.

 

A proposta de integração entre essas regiões e o edifício da rodoviária, requalificando o espaço degradado e priorizando o pedestre, são os princípios norteadores da implantação dos edifícios que formam o complexo. 

 

As vias delimitadoras do terreno são suprimidas e a área de intervenção avança sobre a Praça Rio Branco, que recupera suas caractrísticas originais de caráter cívico e soberania em relação ao sistema viário.

 

 

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Dessa maneira, o terreno sugerido em meio ao caos de suas vias de entorno é completamente descaracterizado, libertado para oferecer um novo olhar sobre a região, reforçando o traçado de eixos e potencializando as ligações com seu entorno.  A ênfase do desenho urbano é clara: aumentar drasticamente a integração entre porção norte e sul da rodoviária, ligar eixo Afonso Pena e estabelecer novos eixos, favorecer a continuidade e diversidade de percursos e segregar o automóvel do convívio do pedestre. 

 

Propõe-se um desenho que ao mesmo tempo conecta o conjunto edificado e gera vazios. Priorizando as condicionantes acima mencionadas, o complexo atua como o espaço público, criando novos pontos de transposição e permanência para quem circula pela região.

 

Um grande pano de laje consolida a reconfiguração do espaço, e estabelece os espaços do subsolo, que assumem funções bastante diversificadas como estacionamento, atendimento ao público e praça.

 

O terreno é ocupado por três edifícios, diferenciados pelas funções administrativas que assumem de modo hierárquico, determinadas pelas relações com o entorno, buscando um equilíbrio com o adensamento existente. Apesar de assumirem funções diferentes, e se soltarem um dos outros em seu embasamento, liberando a circulação dos pedestres, os edifícios atuam como um conjunto único, marcado pela monocromia da cor branca e pelo contraste de sombras, resultado da diferenciação de suas formas.

 

O espaço vazio gerado pelo conjunto edificado configura a nova praça - elemento estruturador do conjunto – espaço de articulação entre complexo e cidade que ressalta o seu caráter público e sua dimensão simbólica.  A praça é proposta como elemento estimulador da integração e comunicação entre as duas realidades urbanísticas e remete à Ágora da antiguidade clássica: um espaço democrático e multifuncional onde os cidadãos se relacionam. Esta é configurada em dois níveis de implantação: térreo e primeiro subsolo, de modo a conectar o público à Praça Rio Branco, à Praça do peixe, e à Rodoviária em diferentes níveis de circulação.

 

A criação de uma praça no primeiro subsolo possibilita a iluminação e ventilação natural das salas de atendimento ao público, o acesso em nível à rodoviária e o acesso à estação de metrô. No pavimento térreo uma rampa em conformidade com o eixo formado a partir do edifício histórico direciona o usuário à passarela que dá acesso à Praça do Peixe. Apesar das diferenças de nível em relação às vias públicas, garante-se a acessibilidade universal de pedestres e ciclistas através do uso de escadas e rampas e da criação de vias locais de acesso.

 

O acesso de veículos é restrito. O acesso ao estacionamento, localizado também no primeiro subsolo, é realizado através da criação de uma via exclusiva especial a partir da Praça Rio Branco, onde o tratamento de piso não é diferenciado da praça – de modo a priorizar os pedestres.

Na face sudeste do terreno, o edifício A se aproxima do alinhamento predial e assume menos pavimentos (10 pavimentos), abrigando as funções de apoio e subordinação dos gabinetes.

 

O edifício B abriga as secretarias. Sua implantação a sudoeste do terreno, na porção menos adensada do entorno, permite ao edifício assumir a configuração de torre, com um número maior de pavimentos.  

 

A lâmina localizada diante da rodoviária representa o edifício mais significativo do Centro Administrativo. É o Palácio, que abriga as funções mais nobres como gabinetes, procuradorias e controladorias.

 

O Palácio marca o eixo monumental da Avenida Afonso Pena e reforça o novo eixo criado a partir do edifício histórico em direção à Praça do Peixe. Propõe-se a utilização de um pavimento do edifício histórico como Salão de Atos, reforçando de modo simbólico a relação do eixo entre este edifício e o edifício que abrigará o gabinete do prefeito. No pavimento térreo do edifício histórico localiza-se o foyer dos auditórios, que estão localizados sob seu subsolo.

 

Outro aspecto que destaca o Palácio dos demais edifícios é sua concepção estrutural que atua como exoesqueleto – composta de pilares em concreto, com peças de travamento metálico – e seu embasamento, marcando sua imponência em relação ao complexo arquitetônico e ao eixo da Avenida Afonso Pena sob dois pontos de vista: a partir da Praça Rio Branco e a partir da Praça do Peixe.

 

A estrutura do Palácio esta organizada em grandes módulos de 21m x 16m, os quais auxiliam na organização do espaço e caracterizam a edificação, exoesqueleto. Os pilares que coincidem com a projeção do túnel do metro sofrerão uma transição na sua fundação, pois um vão nessa região não seria econômica e nem funcionalmente viável, pois influenciaria nos fluxos, forma e ampliação das vigas do edifício. 

   

A partir da Praça Rio branco, o embasamento do Palácio toca o térreo, reforçando sua soberania em relação ao eixo.  O edifício da rodoviária é revelado apenas através da transparência de sua pele de vidro, que expõe as portarias do acesso.

 

A partir da Praça do Peixe e da Rodoviária, o embasamento do Palácio abre espaço à passagem em nível dos pedestres, através dos pilotis localizados no subsolo. O vazio na extensão completa do edifício (pilotis) convida a um passeio de alta capacidade conectora, uma rua interna que direciona os fluxos até os elementos definidores dos eixos: a praça do peixe, o edifício histórico, a rodoviária e a Avenida Afonso pena.

 

Os novos edifícios definem suas alturas a partir do entorno, definindo as premissas atuais e futuras de ocupação das novas edificações que vierem a surgir, configurando o conjunto arquitetônico da região.

 

As propostas de integração e qualificação do espaço no bairro Lagoinha incluem a ampliação da praça do peixe, e a proposta de uma nova passarela de integração a partir do Centro Administrativo. Esta passarela tem nova proposta estrutural e acompanha o traçado do viaduto, buscando minimizar as interferências visuais da região. 

 

ENDEREÇO

R. XV de Novembro, 1155, sl. 1101

Centro . Curitiba . Paraná 

 

m4mais@m4mais.com.br

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